DROGAS
E TRÂNSITO |
HEROÍNA
Derivada
do ópio. Fármaco de grande poder tóxico (felizmente
ainda pouco usado no Brasil), tida como a rainha das drogas de abuso.
Apresenta-se como um pó que pode ser aspirado ou fumado. No entanto,
a via de auto-administração preferida é a endovenosa.
Todavia, quando as veias (em regra do antebraço) já estão
esclerosadas, após largo uso, o dependente químico vale-se
de injeções sub-cutâneas em qualquer parte do corpo.
Desenvolve um estado de intensa euforia que os drogados compararam a um
orgasmo farmaecológico.
A heroína (etil-morfina) cria por outro lado, “condições
caloríficas e ambientais que fazem com que o usuário sinta-se
como que num casulo, num banho de água morna e pegajosa, numa atmosfera
semelhante ao útero materno, portanto arcaica e livre de toda a
culpa e perigo e tudo isso passa-se num 'flash' e, quanto mais rápido
este surgir, maior a euforia do drogado”.
Provoca ainda redução do apetite e do desejo sexual, dificuldade
na fala, fugas das agressões, estado de vigília interrompido
por devaneios, sonolência e dificuldade de concentração.
Depende muito das circustâncias: se isolados, os drogados tendem
a ficar quietos, com sonolência, se acompanhados, podem ser falantes
e mais ligados.
Dependência
O abuso de heroína acompanha-se de dependência física.
Tolerância
Sim
Dose Excessiva (overdose)
Acima de 450 mg.
Síndrome de Abstinência
Pode ser muito intensa e, em regra, surge 10 horas após à
última dose.
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